Cortes de carne bovina

novembro 27, 2012

Estava pesquisando em livros específicos de cortes de carnes bovinas na FURB, e na internet e cheguei a conclusão que segue:

Como se pode observar, na carcaça bovina existe mais de uma centena de músculos diferentes.

São os seguintes os músculos agrupados na denominação comercial de cada ‘corte de açougue’ :

CORTES DO QUARTO TRASEIRO

  • Filé mignon

psoas maior (psoas major)
psoas menor (psoas minor) (cordão do filé mignon)
ilíaco (iliacus)
quadrado lombar (quadratum lumbari)

  • Contra filé

glúteo médio (gluteus medius)
iliocostais (iliocostalis)
longo dorsal (longissumus dorsi)
semi-espinhais (semispinalis)
Intertransversos lombares (intertransversarii lumbari)
elevadores das costelas (levatores costarum)
intercostais externos (intercostalis externus)
intercostais internos (intercostalis internus)
multífidos (multifidus)

  • Alcatra

tensor da fáscia lata (tensor fasciae latae) (maminha)
glúteo bíceps (gluteus biceps) (picanha)
glúteo médio (gluteus medius)
glúteo acessório (gluteus ccessorius)
glúteo profundo (gluteus profundus)

  • Capa de filé

trapézio torácico (trapezius thoracis)
rombóide torácico (rhomboideus thoracis)
grande dorsal (rectus capiti dorsalis major)

  • Coxão mole

sartório (sartorius)
reto interno ou grácil (gracilis)
pectíneo (pectineus)
adutor femural (adductor femoris)
semimembranoso (semimembranosus)
gêmeos (gemeli)
obturador externo (obturator externus)
obturador interno (obturator internus)
quadrado femural (quadratum femoris)

  • Coxão duro

glúteo bíceps (gluteus biceps)

  • Patinho

reto femoral (rectus femoris)
vasto lateral (vastus lateralis)
vasto medial (vastus medialis)
vasto intermediário (vastus intermedius)

  • Lagarto

semitendinoso (semitendinosus)

  • Músculo Mole

gastrocnêmio (gastrocnemius)
sóleo (soleus)
flexor digital superficial (flexor digitorum superficialis)

  • Músculo Duro

extensores digitais (extensor digitorum)
fibular longo (fibularis longus)
fibular terceiro (fibularis tertius)
flexor digital profundo (flexor digitorum profundus)
poplíteo (popliteus)

CORTES DO QUARTO DIANTEIRO

cutâneo omobraquial (cutaneus omobrachialis)
deltóide (deitodeus)
supra-espinhoso (supraspinatus) (peixinho)
infra-espinhoso (infraspinatus) (raquete)
redondo menor (teres minor)
redondo maior (teres major)
subescapular (subscapularis)
grande dorsal (rectus capiti dorsalis major)
tríceps braquial (triceps brachialis) (miolo da paleta)
tensor da fáscia antebraquial (tensor fasciae antibrachii)
ancôneo (anconeus)

  • Acém

trapézio torácico (trapezius thoracis)
rombóide torácico (rhomboideus thoracis)
serrátil ventral torácico (serratus ventralis thoracis)
escaleno supracostal (scalenus dorsalis)
serrátil dorsal cranial (serratus dorsalis cranialis)
iliocostal torácico (iliocostalis thoracis)
longo dorsal (rectus capiti dorsalis major)
semi-espinhal torácico (semispinalis thoracis)
elevadores das costelas (levatores costarum)
intercostais externos (intercostalis extrenus)
intercostais internos (intercostalis internus)
longo do pescoço (longus colii)

  • Peito

peitoral superficial (pectoralis superficialis)
peitoral profundo (pectoralis profundus)
intercostais externos (intercostalis externus)
intercostais internos (intercostalis internus)

  • Pescoço

trapézio cervical (trapezius cervicalis)
omotransversário (omotransversarius)
braquiocéfalo (brachiocephalus)
rombóide cervical (rhoimboideus cervicalis)
serrátil ventral cervical (serratus ventralis cervicis)
esplênio (splenius)
longo da cabeça (longus capiti)
reto ventral maior da cabeça (rectus capiti ventralis major)
reto ventral menor da cabeça (rectus capiti ventralis minor)
reto dorsal maior da cabeça(rectus capiti dorsalis major)
reto dorsal menor da cabeça (rectus capiti dorsalis minor)
Escalenos (scalenus)

  • Músculos

bíceps braquial (biceps brachialis)
coracobraquial (coracobrachialis)
braquial (brachialis)
extensor carpo radial (extensor carpi radialis)
extensor digital comum (extensor digitorum communis)
extensor digital lateral (extensor digitorum lateralis)
flexor radial do carpo (flexor carpi radialis)
flexor digital superficial (flexor digtorum superficialis)
flexor digital sublime (flexor digtorum sublimis)
pronador redondo (pronator teres)

  • Cupim

rombóide (rhomboideus)
trapézio (trapezius)

Pesquisa de coliformes fecais e E. Coli. em aula prática de Microbiologia de alimentos de origem animal, em curso de Medicina Veterinaria, UFPR, 2007.

 

Material necessário:

Caldo lauril sulfato triptose

Caldo bile lactose verde brilhante

Agar citrato de Simmons

Caldo EC

Caldo Indol

Caldo MR – VP

Caldo indol

 

Reagentes:

            Reagente VM

            Reagente VP

Reagente de Kovacs

 

Metodologia:

 

Na aula prática foi utilizado 25 gramas de um salame colonial. Para preparo do alimento foi realizado a homogeneização e a diluicação seriada em solução salina. Preparando 3 diluições decimais posteriormente ( Diluição com alimento10  >    10  >  10)

 

Procedimento:

           

Depois da diluição foi transferido 1 ml para 3 tubos que tinha o meio lauril sulfato triptose (LST), agitando para homogeneizar e incubando durante 48 horas a 35°C.

Após o período de incubação foi observado que todos os tubos apresentavam turvação e com gás no interior do tubo de Durham.

            Em seguida, observando que todos os tubos de LST foram positivos, foi transferido através de uma alçada esterilizada previamente, para três tubos que continham caldo de VBBL e EC em cada diluição: 10-1, 10-2, 10-3.

            No final realizada a leitura dos tubos de VBBL e ECque foram positivas. Incubando por 24 horas a 35°C. Observa-se a formação de coloração negra, com brilho metálico esverdeada, que são colônias típicas.

            Agora se faz os testes bioquímicos para confirmação através da serie IMViC.

Prova indol:

            Foi inoculado com uma alçada (alça agulha) da colônia suspeita no caldo de indol, incubando durante 24 horas a 35°C. Após adiciona 0,3 ml de reativo Kovacs e se observou a fase alcoólica de cor púrpura, indicando ser positiva ou um anel vermelho.  

Prova do VP:

            Foi inoculado com uma alçada (alça agulha) da mesma colônia suspeita no caldo de MR-VP, incubando durante 24 horas a 35°C. Em seguida, adiciona 3 gotas de vermelho de metila. Observou a coloração vermelha indicando ser positiva a leitura.

Prova do VM:

            Foi inoculado com uma alçada (alça agulha) da colônia suspeita no caldo de MR-VP, incubando durante 24 horas a 35°C Foi Adicionou 6 gotas de alfa-Naftor, e 3 gotas de KOH 40 % , observou a coloração vermelha indicando ser positiva.

Prova do citrato:

Inoculado com alçada (alça agulha) da colônia suspeita com agar citrato, incubando durante 24 horas a 35°C. Em que foi observado a mudança de coloração do meio verde para o meio azul, indicando ser positivo.

 

Quadro para positivo de E. Coli, o qual foi encontrado na aula prática:

 

CITRATO: VERDE.

 VERMELHO DE METILA: VERMELHO.

 VP: AMARELO (Aquecido para acelerar).

 INDOL: Com anel VERMELHO

Texto redigido por Rudiard Nardelli, quando acadêmico da disciplina de  Microbiologia de Produtos de Origem Animal pela Universidade Federal do Paraná – UFPR.

 

Quimioterápicos

maio 15, 2008

DERIVADOS NITROFURÂNICOS

Os derivados nitrofurânicos são um grupo de quimioterápicos que possuem amplo espectro de ação contra bactérias Gram-negativas, Gram-positivas e alguns protozoários e fungos. Dependendo da concentração usada, podem ser bactericidas ou bacteriostáticos.

Uma grande vantagem na utilização destes quimioterápicos refere-se à resistência bacteriana, que ocorre raramente. Por outro lado, o uso dos nitrofurânicos por via sistêmica tem sido bastante limitado, devido ao relato de aparecimento de efeitos tóxicos freqüentes, tais como diáteses hemorrágicas com trombocitopenia, anemia, aumento do tempo de sangramento, efeitos ao nível do sistema nervoso central, anorexia e vômitos. A atividade antimicrobiana dos derivados nitrofurânicos é bastante reduzida em presença de pus, sangue e leite.

O mecanismo de ação dos derivados nitrofurânicos não esta ainda perfeitamente elucidado.

Três são os compostos nitrofurânicos usados clinicamente. São eles a nitrofurantoína, a furazolidona e a nitrofurazona.

Nitrofurantoína

A nitrofurantoína é um derivado nitrofurânico usado especificamente para tratamento de infecções do trato urinário.

A nitrofurantoína é administrada por via oral e é rápida e completamente absorvida. A nitrofurantoína atravessa a barreira hematoencefálica e placentária; devido a este fato, não se recomenda sua utilização em animais prenhes.

Este quimioterápico é contra-indicado em animais com nefropatias, e deverá ser usado com muita cautela em pacientes com histórico de diabetes e anemia. Os principais efeitos colaterais descritos com o uso da nitrofurantoína são vômitos, reações de hipersensibilidade e alterações do sistema nervoso periférico (normalmente fraqueza); tem-se ainda relatado hepatopatia e polimiosite.

Posologia e especialidade farmacêutica da furazolidona: 15-25 mg/KG, cada 24 h – Giarlan

Furazolidona

Este derivado nitrofurânico é amplamente utilizado no tratamento de infecções no trato digestivo, principalmente causadas por Salmonella, Shigella e Vibrium cholerae, Staphylococcus, Streptococcus e Escherichia coli.

Nitrofurazona

A nitrofurazona (Furacin®, Nitrofurazona®), também conhecida como nitrofural, é um derivado nitrofurânico de uso tópico, bastante utilizado no tratamento de queimaduras, enxertos, metrites e mastite bovina.

Texto redigido por Rudiard Nardelli, quando acadêmico pela Universidade Federal do Paraná – UFPR.

Quimioterápicos

maio 15, 2008

QUINOLONAS

As quinolonas são um grupo de substâncias químicas antibacterianas. A primeira quinolona introduzida foi o ácido nalidíxico, seguindo-se a flumequina e o ácido oxonílico. Estas substâncias foram denominadas de quinolonas de primeira geração. Devido a grande eficiência contra a maioria das Enterobacteriaceae, este grupo tornou-se de escolha no combate de infecções urinárias de difícil tratamento; por outro lado, nenhuma destas quinolonas de primeira geração possui qualquer atividade contra Pseudomonas aeruginosa, anaeróbios e bactérias Gram-positivas. Na década de 80, intensas pesquisas realizadas a partir destas primeiras quinolonas originaram as denominadas quinolonas de segunda geração, a partir de então denominadas fluorquinolonas, sendo as principais representantes a enrofloxacina, a norfloxacina, a ciprofloxacina, a ofloxacina, a lomefloxacina e a perfloxacina. Com a descoberta destas substâncias, ampliou-se o espectro de atividades das quinolonas, pois estas fluorquinolonas possuem, além da ação contra Enterobacteriacea, ação contra a P. aeruginosa, sendo que a ciprofloxacina e ofloxacina possuem ainda atividade contra Chlamydia sp, Mycoplasma sp e Legionella sp. As quinolonas de terceira geração, a levofloxacina e a esparfloxacina, além de atuarem nos microorganismos sensíveis às quinolonas de segunda geração, são eficientes no combate ao Streptococcus pneumoniae. Deverá estar disponível brevemente no mercado a quinolona de quarta geração, a trovafloxacina, que possui também atividade contra anaeróbios.

Mecanismo de ação

As quinolonas são antimicrobianos bactericidas e sua atividade antimicrobiana se relaciona com a inibição das topoisomerases bacterianas do tipo II, também conhecida como DNA girase. As topoisomerases são enzimas que catalisam a direção e a extensão do espiralamento das cadeias de DNA. Assim, embora as quinolonas possuam diferentes características de ligação com a enzima, todos estes quimioterápicos inibem a DNA girase, impedindo o enrolamento da hélice de DNA numa forma superespiralada.

Características Farmacocinéticas

Após a administração por via oral (principal via de administração), as quinolonas são rapidamente absorvidas por animais monogástricos e pré-ruminantes.

Uma das principais vantagens do uso das fluoroquinolonas é o seu largo volume de distribuição, além da baixa ligação com as proteínas plasmáticas.

O grau de biotransformação das quinolonas é bastante variável.

Efeitos Tóxicos

As quinolonas são, de maneira geral, bem toleradas, tanto pelos seres humanos quanto pelos animais. Por outro lado, existem alguns efeitos tóxicos destes medicamentos já bem determinados. Entre os principais efeitos adversos têm sido descritos danos na cartilagem articular de cães jovens e potros, bem como em algumas espécies de animais de laboratório; portanto, a utilização de qualquer fluorquinolona é contra-indicada para animais nesta faixa etária, bem como em animais prenhes.

Recomenda-se também administrar as quinolonas com precaução a pacientes com insuficiência renal, uma vez que a maior parte é excretada por esta via.

Usos

Devido ao seu largo espectro de ação, as fluorquinolonas possuem enorme potencial para uso no tratamento de um grande número de doenças infecciosas. Estes antimicrobianos possuem ação em bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, Mycoplasma e Chlamydia. As fluorquinolonas são ainda efetivas contra Staphylococcus, incluindo aqueles resistentes à meticilina. Têm também excelente ação contra bacilos entéricos Gram-negativos. Devido à sua capacidade de adentrar os leucócitos, as fluorquinolonas são ativas contra patógenos intracelulares como Brucella e Mycoplasma.

Em Medicina Veterinária, a enrofloxacina, a norfloxacina e a ciprofloxacina são as fluorquinolonas mais comumente utilizadas. Vêm sendo empregadas no combate a infecções do sistema urinário, especialmente aquelas causadas por P. aeruginosa; prostatites; gastroenterite bacteriana severa; pneumonia causada por bacilos Gram-negativos, otite por Pseudomonas; infecções dérmicas; osteomielite por Gram-negativos; meningoencefalites bacterianas e endocardite estafilocócica.

Resistência Bacteriana

Ao contrário das quinolonas de primeira geração, a administração clínica das fluorquinolonas produz mutantes resistentes numa freqüência ainda bastante pequena.

Texto redigido por Rudiard Nardelli, quando acadêmico pela Universidade Federal do Paraná – UFPR.

Quimioterápicos

maio 15, 2008

METRONIDAZOL

O metronidazol (Flagyl®, Metronidazol®, Metronix®). O mecanismo de ação do metronidazol ainda não esta perfeitamente esclarecido.

A administração do metronidazol se faz por via intravenosa e, principalmente, por via oral, sendo rapidamente absorvido por espécies monogástricas. Após sua absorção, o metronidazol é amplamente distribuído pelo organismo, atravessando as barreiras hematoencefálica e placentária, e por possuir efeito mutagênico, não se indica seu uso em animais prenhes.

Este quimioterápico é biotransformado no fígado, entretanto uma grande parte do metronidazol (mais da metade) é excretada na urina, em sua forma ativa.

O metronidazol é usado no tratamento de infecções causadas por bactérias anaeróbicas, principalmente Clostridium, Fusobacterium, Peptotococcus, Peptostreptococcus e Bacteróides. O metronidazol também possui ação em protozoários, como Trichomonas, Giardia e Entamoeba hystolytica.

Texto redigido por Rudiard Nardelli, quando acadêmico pela Universidade Federal do Paraná – UFPR.

Quimioterápicos

maio 15, 2008

SULFAS

As sulfas foram os primeiros antimicrobianos eficazes utilizados por via sistêmica, na prevenção e cura das infecções bacterianas, no homem e nos animais.

As sulfas foram amplamente utilizadas, mesmo no período do advento das penicilinas; entretanto, devido ao aparecimento de resistência microbiana e dos vários relatos de seus efeitos adversos, o uso destes quimioterápicos foi sendo limitado, principalmente em Medicina Humana. Na década de 70, com a descoberta do trimetropim, substância que, quando utilizada em associação com as sulfas, potencializa sua ação antimicrobiana, houve o renascimento do uso destes quimioterápicos. Atualmente, as sulfas ocupam ainda destacado papel no tratamento de diversas infecções dos animais domésticos. Além disso, estes quimioterápicos vêm sendo amplamente utilizados na ração de animais de criação, com o objetivo de prevenir as denominadas “doenças de confinamento”.

Mecanismo de Ação

As sulfonamidas, quando administradas em concentrações terapêuticas, são bacteriostáticas e, em concentrações altas, são bactericidas, mas nestas concentrações podem causar graves reações adversas ao hospedeiro. Este quimioterápico é um análogo estrutural do ácido p-aminobenzóico (PABA), uma substância essencial para síntese de ácido fólico, o qual, por sua vez, quando em sua forma reduzida, o ácido tetraidrofólico, é fundamental para a síntese de DNA e RNA bacteriano; portanto, as sulfas funcionam como um antimetabólito.

Vias de Administração

Administrados principalmente por via oral. Estes quimioterápicos podem também ser aplicados topicamente (pele, útero e glândula mamária); mas não se recomenda a administração por esta via, uma vez que, com exceção da sulfadiazina de prata, as sulfas podem promover reações alérgicas e retardo na cicatrização. Além disso, o pús, os produtos de metabolismo tecidual e o sangue diminuem bastante a eficiência destes quimioterápicos. Os sais monossódicos das sulfas podem ser administrados por via intravenosa.

Características Farmacocinéticas

Com exceção daquelas sulfonamidas preparadas para atuarem localmente (sulfas de ação entérica), após a administração oral destes quimioterápicos haverá a absorção, podendo a taxa desta variar enormemente, dependendo do tipo de sulfa empregada.

A absorção das sulfas em outros sítios, tais como útero, glândula mamária e pele lesada, varia bastante, mas, de maneira geral, nestes locais a quantidade absorvida é muito pequena.

Todas as sulfas se ligam, de maneira variável, às proteínas plasmáticas, particularmente a albumina. Esta variação esta relacionada principalmente com o pK, destes quimioterápicos. Assim, no pH fisiológico, as sulfas com baixo pK, apresentam alto grau de ligação com as proteínas, e o contrário ocorre com aquelas sulfas com alto pK.

As sulfas se distribuem amplamente por todos os tecidos do organismo. Estes quimioterápicos atravessam a barreira hematoencefálica e placentária, podendo apresentar níveis fetais semelhantes aos dos plasmáticos.

As sulfonamidas são biotransformadas no fígado.

A eliminação das sulfas se faz por via renal. Uma pequena proporção de sulfas pode ser eliminada através de secreções como saliva, suor e leite e, devido à excreção por esta ultima via, preconiza-se que a utilização do leite de vacas tratadas com estes quimioterápicos só deva ocorrer, em média, 4 dias após a ultima administração.

Efeitos tóxicos

A toxicidade pode ser aguda ou crônica. A toxicidade aguda é bastante rara e normalmente esta associada a altas doses ou então à administração rápida da sulfa pela via intravenosa. Os sintomas são aumento de salivação, diarréia, hiperpnéia, excitação, fraqueza muscular e ataxia.

A toxicidade crônica mais comumente observada é a cristalúria sulfonamídica,com sinais de diminuição da micção e dor, hematúria e cristalúria, sendo este efeito relacionado com a precipitação das sulfas e principalmente de seus metabólitos acetilados nos túbulos contorcidos renais.

Usos

As sulfas são antimicrobianos de amplo espectro de ação, efetivos contra bactérias Gram-(+) e algumas Gram-(-), como Enterobacteriaceae. Têm ainda ação contra Toxoplasma sp e alguns protozoários como Coccidia. O emprego das sulfas foi, em grande parte, substituído por outros antimicrobianos, visto que muitos dos microorganismos inicialmente bastante sensíveis a estes quimioterápicos desenvolveram resistência a eles. Por outro lado, na ausência de resistência, as sulfas têm grande vantagem sobre vários antimicrobianos; entre as principais, de grande importância em Medicina Veterinária, citam-se o baixo custo e a administração oral para ruminantes, pois, ao contrário de outros antimicrobianos de amplo espectro, as sulfas não causam alteração na flora ruminal.

Principais indicações para uso de sulfas em eqüinos:

- Infecções secundárias do trato respiratório, poliartrite, doença do navicular de potros.

Resistência Bacteriana

A resistência bacteriana às sulfas normalmente ocorre de maneira gradativa e lenta. Entretanto, uma vez estabelecida, é persistente e irreversível. Presume-se que tal resistência se faça principalmente através de plasmídeo. São reconhecidas varias formas de resistência bacteriana às sulfas, entre elas:

- diminuição da afinidade das sulfas pela diidrofolato redutase;

- aumento da capacidade do microorganismo de inativar o quimioterápico;

- caminho metabólico alternativo para a formação do ácido fólico;

- aumento da produção de PABA pelas bactérias.

Texto redigido por Rudiard Nardelli, quando acadêmico pela Universidade Federal do Paraná – UFPR.

Quimioterápicos

maio 15, 2008

Quimioterápicos

TRIMETOPRIM

O trimetoprim, uma diaminopirimidina, é um análogo estrutural do ácido diidrofólico e atua inibindo a enzima diidrofolato redutase, responsável pela transformação do ácido diidrofólico em ácido tetraidrofólico.

O trimetoprim pode ser usado isoladamente, entretanto, a associação com as sulfas é muito mais vantajosa, já que, quando se associam estes quimioterápicos, há efeito sinérgico, pois as sulfas e o trimetoprim atuam em etapas diferentes na formação do ácido tetraidrofólico. Outra vantagem desta associação é a menor incidência de resistência bacteriana; além disso, ao contrário do uso isolado de qualquer um destes quimioterápicos, a associação de sulfa e trimetoprim possui efeito bactericida.

A associação entre sulfa e trimetoprim possui amplo espectro de ação, atuando em bactérias Gram-(+) e Gram-(-), sendo seus principais usos, nos animais domésticos, em infecções do sistema respiratório, digestivo e urinário.

O ormetoprim é um outro inibidor da diidrofolato redutase que tem como vantagem sobre o trimetoprim sua meia-vida maior, na maioria das espécies animais. Devido à sua meia-vida relativamente longa, o ormetoprim é freqüentemente associado à sulfadimetoxina (Primor®*), uma sulfa de ação lenta.

Existe ainda um novo inibidor da diidrofolato redutase, o baquiloprim, que possui grandes vantagens sobre o trimetoprim, se usado em ruminantes: possui maior meia-vida que este último, não é degradado pela microflora ruminal e pode ser incorporado na forma de bolus juntamente com a sulfa, sendo liberado por até 2 dias.

Trabalho elaborado durante a graduação de Rudiard Nardelli, na UFPR.

ESPOROTRICOSE

maio 8, 2008

A esporotricose é uma micose causada por fungo (Sporothrix Schenckii) que vive nas plantas, restos vegetais e solo. É considerada uma zoonose, ou seja, é uma doença de animais que pode ser transmitida ao ser humano, ou ocorrer o inverso também. Ela é comum em pessoas que trabalham com plantas e terra como jardineiros, floristas, por exemplo. O fungo só contamina quando há uma lesão na pele, em que ele penetra. Plantas tais como roseiras e cactos ou mesmo farpas de madeira apodrecida ou terra são as fontes de contaminação.

Mundial. Porém, sua maior ocorrência consiste em regiões subtropicais e temperadas, com características distintas segundo o país ou região de ocorrência. A maior freqüência ocorre no continente americano. O maior número de relatos vem do México e do Brasil. Na América do Sul é muito freqüente no Uruguai e ocupa o primeiro lugar na Colômbia e Venezuela, sendo rara no Chile, Panamá e Equador. No Brasil ocupa o segundo lugar, após a paracoccidioidomicose, mas há variações conforme a região. Em São Paulo ocupa o segundo lugar, no Rio Grande do Sul é a micose subcutânea mais freqüente e na Amazônia ocupa o quarto lugar.

Muitas vezes a essa doença é chamada de forma equivocada, como “doença do gato”, por exemplo. O gato é simplesmente uma das espécies como cavalos, gatos, cães, animais silvestres e o próprio homem em que há possibilidade de adquirir esta doença. O gato pode adquirir a doença através das plantas, brigas com outros animais e, portanto quando infectado pode transmitir a esporotricose através de arranhões. Os sintomas da doença se manifestam através de lesões localizadas na cabeça, mãos, patas e caudas. Na sua fase inicial a doença pode ser confundida com feridas comuns causadas por brigas entre gatos. Entretanto essas feridas ou caroços se transformam em úlceras com pus e crosta. A maneira de evitar a contaminação dos gatos pela esporotricose é esterilizá-los para que não briguem, não saiam para a rua, e não se infectem com plantas contaminadas com o fungo.

O diagnóstico pode ser obtido pelo exame direto, cultura em meio Sabouraud, ou exame histopatológico. Pode ser dividido de acordo com a forma clínica em forma cutânea (linfática, localizada e disseminada) ou forma extracutânea.

A esporotricose tem cura e quanto mais rápido for iniciado o tratamento, mais fácil é a cura. Em caso do seu animal apresentar esses sintomas, leve a um médico veterinário para que ele possa ajudar e fazer as devidas recomendações para seu animal.

PARVOVIROSE

maio 8, 2008

Ao se deparar com uma doença como essa, nos faz ver suas conseguencias… e lembrar que é causada por um vírus que produz gastroenterite hemorrágica, ou seja, o cachorro tem vômitos graves, diarréia com sangue e uma severa desidratação. Isso pode até matar os filhotes. Seu cão poderá adquirir a parvovirose quando estiver em contato com local onde há vírus se, por exemplo, lamber alguma área onde outro bicho doente eliminou as fezes.

Texto redigido por Rudiard Nardelli, MV.

Alimentos ORGÂNICOS

maio 6, 2008

Durante minha jornada de trabalho diária, percebi que existe muito paradoxo em relação a conceitos básicos, como por exemplo o que significa alimento orgânico. Ao indagar uma senhora, ela me falou que alimento orgânico é proveniente de propriedades pequenas, porém ela não se importa de é utilizado produtos químicos ou sintéticos. Neste caso segue o conceito correto…

Alimento orgânico é todo produto, animal ou vegetal, obtido sem a utilização de produtos químicos ou de hormônios sintéticos que favoreçam o seu crescimento de forma não natural. Isso inclui alimentos e produtos manufaturados produzidos a partir de produtos não sintéticos, tais como os sapatos feitos de couro natural, de roupas feitas de algodão orgânico animais criados sem hormônios sintéticos.

Texto redigido por Rudiard Nardelli, Médico Veterinário.

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